NoSsO cArTaZ


Cartaz:

:: Postado por Nine, Diow e Lu às 11h53
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EAEWWWWWWWW

E AÍ GALERA BLOGUEIRA!
COMENTEM NOSSO BLOG, GENTE!
EU E AS MINHAS AMIGUINHAS ADORARÍAMOS SABER O QUE VCS ACHAM DA GENTE E QUAIS AS SUAS SUGESTÕES!
SE A GENTE CURTIR O QUE VCS PEDIREM PODEMOS ATÉ ATENDER!
MIL BJINHOS DE TRÊS GAROTAS BLOGUEIRAS!

:: Postado por Nine, Diow e Lu às 17h49
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QuAdRiNhOs

Quadrinhos


A POMBA DA PAZ


http://www.rainhadapaz.g12.br

Comentário:
É quadrinho porque possui texto verbal e não verbal, mais de uma cena, linguagem coloquial e recursos gráficos.










:: Postado por Nine, Diow e Lu às 10h38
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Charge



http://www.jornaldaciencia.org.br/charges.jsp

Comentário:
É charge pois tem linguagem verbal e não verbal e é irônico e crítico.

:: Postado por Nine, Diow e Lu às 11h04
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CrÔnIcA

Abrir caminhos à Paz


No mundo em convulsão, com guerras quentes e frias, um pouco por toda a parte, trabalhar pela Paz, lutar para que ela seja um dado a atirar para a máquina infernal que tritura vidas inocentes, ainda vale a pena. Desta feita, a União Europeia, ao atribuir o Prémio Sakharov ao Arcebispo do Lubango, D. Zacarias Camuenho, deu o "pontapé de saida" que deveria ser seguido por muitos outros areópagos internacionais.

A atribuição do prémio significa, afinal, que a União Europeia vê com bons olhos o que se está a fazer em Angola, por intermédio das Igrejas e da sociedade civil, em prol da Paz. Resta agora esperar que o reconhecimento do Parlamento Europeu à acção que tem sido desenvolvida por D. Zacarias Camuenho pela paz seja levado ao seu mais alto expoente. Não pode ficar apenas por palavras. Sobretudo porque, do outro lado da barricada, há já quem cante vitória com outros acontecimentos destinados a prolongar a guerra.

É cada vez mais importante que a guerra de Angola não seja esquecida. Que as consciências internacionais se interroguem sobre o que há a fazer para dar "força" ao já amplo movimento angolano para a paz. Que os "falcôes", que advogam e fazem a guerra, não sejam mais ouvidos nos areópagos internacionais.

Na mesma altura em que a ONU aprova um relatório que vai no sentido de penalizar os que buscam a paz e que figuras gordas do aparelho ilegal do Estado em Angola se posicionam para serem ajudados pelos que dizem lutar contra o que chamam de terrorismo, a União Europeia deu o sinal contrário. Disse que a paz é cada vez mais importante e que a sociedade civil de Angola tem cada vez mais de ser ouvida.

Ministros mais ou menos "fantoches" (por que não eleitos), governos mais ou menos ilegais, não podem sobrepôr-se ao genuino desejo de paz que se respira em cada canmto de uma terra que só está pobre... porque os que a manejam a seu belo prazer querem continuar ricos...


Fernando Cruz Gomes
Toronto, Canadá
http://www.portugal-linha.pt/opiniao/FCGomes/cron40.html


Comentário:
É crônica porque narra fatos do cotidiano com linguagem leve e objetiva de levar a reflexão.

:: Postado por Nine, Diow e Lu às 11h02
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Música

Gabriel Pensador - Se Liga Aí
by Gabriel O Pensador / Liminha / Aninha Lima
A gente pensa que vive num lugar onde se fala o que pensa.
Mas eu não conheço esse lugar.
Eu não conheço esse lugar!
A gente pensa que é livre pra falar tudo que pensa mas a gente
sempre pensa um pouco antes de falar!
Se liga aí, se liga lá, se liga então!
Se legalize nessa comunicação.
Se liga aí, se liga lá, se liga então!
Se legalize a liberdade de expressão!
Se liga aí, se liga lá, se liga então!
Se legalize nessa comunicação.
Se liga aí, se liga lá, se liga então!
Se legalize a opção!
Pensa! O pensamento tem poder.
Mas não adianta só pensar.
Você também tem que dizer! Diz!
Porque as palavras têm poder.
Mas não adianta só dizer.
Você também tem que fazer! Faz!
Porque você só vai saber se o final vai ser feliz depois que
tudo acontecer.
E depois a gente pensa.
E depois a gente diz.
E depois a gente faz... o que tiver que fazer!
O que tiver que fazer!
Refrão
Deixe ele viver em paz.
Cada um sabe o que faz.
Deixa o homem ter marido.
Deixa a mina ter mulher.
Deixa ela viver em pé.
Cada um sabe o que quer
O que é que tem que tem demais cada um ser o que é?
Deixa ele chorar em paz.
Cada um sabe o que fez.
Deixa o tempo dar um tempo.
Cada coisa de uma vez.
Deixa ele sorrir depois.
Deixa ela sorrir também.
O que é que tem que tem demais cada um ser dois ou três?

Refrão
Diz o que cê quer dizer, fala o que cê quer falar, faz o que cê
quer fazer, pensa o que cê quer pensar!
Fala o que cê quer falar, diz o que cê quer dizer, pensa o que
cê quer pensar, faz o que cê quer fazer!

Refrão
Liberdade relativa não é liberdade.
Liberdade atrás da grade não é positiva.
Liberdade negativa é negar a verdade.
Liberdade de verdade é vida, viva, viva!
Viva, viva, viva, viva!
Viva, viva, viva!
Live, live, live, live!
Live, live, live!
Vida, vida, vida, vida!
Vida, vida, vida!
Livre, livre, livre, livre!
Livre, livre, livre!! www.vagalume.com
Comentário:
Tem versos agrupados, figuras de linguagem, rimas, som e sentido.

:: Postado por Nine, Diow e Lu às 11h01
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EdItOrIaL

Editorial

É chegada a hora de fazer um balanço das nossas ações, realizações e conquistas ao longo dos últimos doze meses. Olhar para trás, para que esta reflexão nos permita definir os caminhos que devemos trilhar no futuro.

Mais uma vez, tivemos um ano bastante desafiador, mas, após quatro anos de atuação, podemos perceber cada vez com mais clareza o valor de nossas conquistas, o resultado positivo de nosso trabalho. Isto é especialmente importante não só pelo tema com que lidamos – que envolve a vida de todos os brasileiros – mas principalmente por causa da maneira como fazemos isso.

Ficamos muito satisfeitos em poder mostrar com tantos resultados que a construção da paz - na perspectiva do respeito aos direitos humanos, com a união de diferentes atores sociais, apostando na negociação, no diálogo e em muito trabalho - não é um desejo de idealistas de branco que acreditam em um mundo utópico. E que tampouco a resolução da violência se dá através do endurecimento das leis e do brutalidade policial.

Conseguimos aprovar o Estatuto do Desarmamento mesmo com a existência de um lobby tão forte quanto o das armas de fogo e com reformas importantíssimas na pauta legislativa. Isso se deu por quê? Porque a sociedade civil se organizou e pleiteou maciçamente que esta lei entrasse na agenda. Porque a mídia se propôs a discutir essa questão de forma aberta e responsável. Porque as comunidades abraçaram a causa, sabendo da diferença que um maior controle de armas terá na vida de seus filhos. Porque instituições de pesquisa dedicaram tempo para buscar soluções para este grave problema. Porque diversos formadores de opinião e pessoas públicas se posicionaram claramente sobre o assunto.

Nesse ano, o distrito do Jardim Ângela, na zona sul de São Paulo, não só saiu definitivamente do primeiro lugar do ranking das regiões mais violentas do mundo, como conseguiu reduzir os índices de homicídio em quase 20%. E isso por quê? Porque a comunidade se organiza há muitos anos e consegue dizer exatamente o que precisa para mudar. Porque os grupos juvenis da zona sul se fortaleceram e estão ocupando espaço na vida pública e política da cidade e do Brasil. Porque diferentes investimentos sociais estão sendo feitos de forma integrada nesse distrito. Porque a polícia comunitária se faz cada vez mais presente na região. Porque o poder público tem discutido e priorizado o Jardim Ângela nas suas pautas e ações. E todos nós do Sou da Paz sentimos muito orgulho em ter participado dessa luta e estar envolvido em muitas dessas ações e debates
desde 1997.

Mais um ano se passou e, com todas as dificuldades, sabemos que um grande passo foi dado. Um passo em direção à racionalidade e efetividade das políticas públicas de segurança. Um passo em direção à consolidação do papel da sociedade civil e de sua capacidade de influenciar a ação do Estado. Acima de tudo, um passo firme em direção à redução da violência e à construção da paz em nosso país. Sem a menor duvida, valeu a pena!


www.soudapaz.org.br

Comentário:
Expressa opinião a respeito de um assunto atual.

:: Postado por Nine, Diow e Lu às 11h01
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Cartaz






www.armaria.com.br/ soc_desarmada3.htm

Comentário:
Percebemos que é cartaz pois possui imagem, texto curto, simples e logotipo.

:: Postado por Nine, Diow e Lu às 11h00
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CaMpAnHa CoMuNiTáRiA

Armas sob controle
A Anistia Internacional, OXFAM e IANSA (International Action Network on Small Arms) estão lançando a campanha mundial “Control Arms”, uma reação à falta de controle sobre o comércio e a utilização de armas de fogo em todo o mundo.
Em linhas gerais, a Campanha pede:
Nível internacional: Que os governos assinem um Tratado de Comércio de Armas para barrar a exportação de armas aos países onde serão utilizadas para cometer graves violações aos direitos humanos e às leis internacionais.
Nível regional: Que os governos desenvolvam e fortaleçam acordos regionais de controle de armas para efetivar o respeito aos direitos humanos e às leis humanitárias internacionais.
Nível nacional: Que os governos melhorem a capacidade do Estado e sua responsabilidade para controlar a circulação de armas de fogo e proteger os cidadãos da violência armada, seguindo padrões internacionais.
Sociedade civil: Que se engaje nessa luta pedindo a redução da demanda e do número de armas disponíveis.


www.controlarms.org

Comentário:
È campanha pois esclarece, orienta e tenta persuadir.

:: Postado por Nine, Diow e Lu às 10h58
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EnTrEvIsTa

[Rio] Entrevistas sobre a Marcha Contra a Violência do Estado e das Elites
Na tarde do dia 15 de abril, sexta-feira, centenas de pessoas marcharam no Centro do Rio de Janeiro para lembrar o genocídio cotidiano que a classe dominante promove no Brasil. A Marcha Contra a Violência do Estado e das Elites foi organizada pela Rede de Comunidades e Movimentos Contra a Violência e Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST). Aqui apresentamos entrevistas feitas com Maurício Campos, da Frente de Luta Popular e Quima, do MST do Rio de Janeiro
Entrevista com Maurício Campos, da Frente de Luta Popular
Maurício, em que conjuntura acontecem esses massacres e chacinas?
Não é exatamente uma conjuntura, é uma situação geral da sociedade. Se a gente observar o período em que essas chacinas estão acontecendo, ela cobre um período muito longo. Mesmo se a gente começar, no caso urbano mais antigo aqui do Rio de Janeiro, que é o caso da mãe do Acari, em 90, a gente pode ver que já tem mais de 15 anos. Mais de 15 anos sem nenhuma perspectiva de mudança. Pelo contrário, a tendência é de a violência se tornar cada vez maior sobre os pobres, sobre as comunidades. Então, é um problema da própria sociedade, não de uma conjuntura específica. A estrutura social, a injustiça é desigualdade que existem no Brasil, chega atualmente a um estágio que desemboca nessa violência contra os pobres. A desigualdade, a concentração de renda, a manutenção do aparato repressivo que foi montado durante em todo esse século e, em particular, durante a ditadura militar, hoje se reflete nessa violência sistemática, na corrupção policial, e por aí vai...
Então a violência policial tem raízes na época da ditadura?
Tem raízes na situação social que levou inclusive à ditadura militar. Que situação social é essa? Um país que se criou na base da pilhagem, do assassinato, seja de indígenas, seja de negros que eram traficados para o Brasil, em cima da escravidão, que é tão recente - fomos um dos últimos países a acabar com a escravidão ? e depois num capitalismo que se desenvolveu sob essa realidade. Um capitalismo com uma desigualdade extrema, como é difícil de encontrar em outros países, uma classe dominante extremamente violenta e um aparato repressivo que se construiu em cima do esmagamento de levantes populares. Como foi Palmares, como foi Canudos, Contestado, e várias outras experiências de luta do povo. Então, isso tudo dá nessa situação que a gente vê hoje: numa classe dominante extremamente violenta, que aprendeu e sempre teve como opção política resolver os problemas na base da violência, da chacina, do massacre, pra manter essa desigualdade extrema que existe no Brasil.
Como é possível mudar essa situação?
A mudança mesmo, da estrutura, é através da mobilização popular, para reverter todo esse quadro. Assim como a classe dominante se espelha no exemplo dos assassinos do passado, como Duque de Caxias - aqueles que esmagaram os levantes populares -, a gente tem que se espelhar no exemplo dos levantes populares, como a Cabanagem, Contestado, Canudos, Palmares, e por aí vai. Eu acho que é por aí, resgatando a experiência de rebelião, de rebeldia, de organização do povo, é que a gente vai ter condição de começar a mudar essa situação. Isso não quer dizer que a gente não luta contra as manifestações mais perversas dessa desigualdade imediatamente. Como é o caso da violência policial. Como a Rede tem feito, levantando propostas, fazendo trabalho de sensibilização social, manifestações, como a gente está fazendo hoje e denúncias públicas, propostas que envolvam a sociedade num trabalho que torne mais difícil o trabalho da polícia. A proposta é essa mesmo: retirar poder da polícia. Quanto mais poder tiver a polícia, mais violência vai haver. A idéia é retirar poder da polícia até o ponto em que a gente possa acabar com a instituição e criar uma instituição que a sociedade controle, e não que seja controlada por meia dúzia de latifundiários, empresários, como é atualmente.
Você acha que essa última chacina vai servir para mudar alguma coisa?
Veja só: o que está acontecendo na apuração da chacina? Uma coisa muito parecida que aconteceu na chacina de Vigário. Quando acontece uma chacina dessas, que tem uma repercussão muito grande, eles sabem que não tem como não punir ninguém, não mostrar algum tipo de apuração. Então, o que eles fazem: geralmente eles prendem alguns policiais rapidamente, tentam fazer o inquérito o mais rápido possível e parar, exatamente para que o processo não vá adiante e comece a remexer no que está por trás dos caras que puxaram o gatilho: todo o esquema de extermínio, os políticos e empresários que estão por trás. Então, eu estou vendo uma coisa muito parecida com o que aconteceu em Vigário, apesar da eficiência da Polícia Federal, prendendo as pessoas rapidamente...provavelmente é pra isso: pra punir alguns, e dar uma satisfação para a sociedade, e não mexer na estrutura fundamental do extermínio. A única coisa boa, positiva, que eu acho que é uma conquista dos movimentos contra a violência policial, é que eles mesmos estão denunciando os autos de resistência. Eles mesmos estão desmoralizando os autos de resistências, que até hoje eles usaram como justificativa para chacinas. A partir do momento que eles começam a levantar os autos de resistência dos policiais que fizeram a chacina em Nova Iguaçu, eles estão reconhecendo que a polícia utiliza os autos de resistência para legalizar o massacre. Fora isso, que é uma conquista do movimento, e não do governo, pois tem sido denunciado pelas comunidades...Fora isso, não estou vendo nada, da parte do Estado, que possa levar a alguma mudança. Da parte da sociedade, sim. Acho que pode começar a haver um movimento maior, as questões não ficarem como ficaram com Vigário Geral. Acho que pode se construir um movimento maior para que a sociedade possa resistir e começar a impor sua vontade, de forma organizada.
Saiu na imprensa que o Lindberg falou que, se aprofundassem as investigações, iam chegar aos poderosos. Fora isso, as edições davam a entender que o problema acabava ali, nos próprios policiais.
É, como se o esquema acabasse nos policiais, como se não tivesse nada por trás disso. Esquecem-se de todo o histórico de extermínio da Baixada. O próprio Lindberg, na manifestação de Nova Iguaçu, falou: ?isso é a volta à velha Baixada do extermínio. O extermínio está querendo voltar?. Não tem nada a ver. Em nenhum momento o extermínio deixou de ter o poder. Só entra no governo, na Baixada, quem realmente o extermínio permite. A gente vê nos próprios acordos que o PT fez na época das eleições. Teve acordo com o Zito. Fez acordo com um notório exterminador da Baixada, né? Pode até ser que o Lindberg tenha uma vontade de ir além, mas a estrutura em que ele está, que o próprio partido político está, não acredito que terá vontade política para mudar qualquer coisa, por todas as alianças que tem lá na Baixada.
Qual a sua avaliação do ato de hoje?
Eu achei o ato muito bom. Houve alguns problemas de organização, mas isso é normal. As comunidades do Rio têm um histórico de organização que foi cortado pelo clientelismo do governo. As associações de moradores não organizam mais nada e está se retomando uma luta das favelas. É natural que nessa retomada, num primeiro momento, as coisas não estejam bem organizadas. Mas, o importante é que a voz das comunidades foi o tom da manifestação. O teor da manifestação foi dado pelos pobres, pelos sem terra, sem teto, principalmente das comunidades aqui do Rio de Janeiro.

http://brasil.indymedia.org/eo/blue/2005/04/314245.shtml

Comentário:
È entrevista pois colhe informações pessoais e é à base de perguntas e respostas.

:: Postado por Nine, Diow e Lu às 10h55
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RePoRtAgEm

Reportagem:

Ações afirmativas e políticas de afirmação do negro no Brasil
Carlos Vogi
De um modo geral, os estudos e as atitudes intelectuais e políticas voltados positivamente à questão do negro no Brasil só se desenvolvem, efetivamente, no século XX, embora tenha havido, no século XIX, toda uma literatura abolicionista, de Castro Alves a Joaquim Nabuco que, no entanto, tratou o negro como um problema homogeneizado pela escravidão, enquanto mácula.
É verdade que Nina Rodrigues, apontado como pioneiro dos estudos africanos no Brasil, vinha trabalhando sobre o tema desde o final do século XIX e que já em 1900 havia publicado no Jornal do Comércio o que viria a ser depois capítulo do livro póstumo Os africanos no Brasil, de 1933. Dois outros capítulos desse livro foram também publicados antes da morte do autor em Paris, em 1906: "As sublevações de negros no Brasil anteriores ao século XIX. Palmares", no Diário da Bahia e "Sobrevivências totêmicas: festas populares e folclore", novamente no Jornal do Comércio.
A advertência que Silvio Romero fizera no mesmo ano da Abolição da Escravatura, em 1888, sobre a urgência de se voltarem os estudos no Brasil para a questão do negro aparece como epígrafe no livro de Nina Rodrigues:
[...] temos a África em nossas cozinhas, como a América em nossas selvas, e a Europa em nossos salões [...] Apressem-se os especialistas, visto que os pobres moçambiques, benguelas, monjolos, congos, cabindas, caçangas... vão morrendo..."
A adoção da advertência de Silvio Romero por Nina Rodrigues, como epígrafe, resume bem as contradições de atitudes em relação ao negro que marcaram a obra do médico e intelectual maranhense na Bahia: Defensor dos valores culturais dos africanos no Brasil e dos seus direitos à liberdade de suas práticas religiosas, mesmo contra as autoridades policiais que as perseguiam, Nina Rodrigues irmanava-se também com Silvio Romero na visão "científica" da inferioridade racial do negro:
"O critério científico da inferioridade da Raça Negra nada tem de comum com a revoltante exploração que dele fizeram os interesses escravistas dos norte-americanos. Para a ciência não é esta inferioridade mais do que um fenômeno de ordem perfeitamente natural, produto da marcha desigual do desenvolvimento filogenético da humanidade nas suas diversas divisões ou secções (...) A Raça Negra no Brasil, por maiores que tenham sido os seus incontestáveis serviços à nossa civilização, por mais justificadas que sejam as simpatias de que a cercou o revoltante abuso da escravidão, por maiores que se revelem os generosos exageros dos seus turiferários, há de constituir sempre um dos fatores de nossa inferioridade como povo (...)."
http://www.comciencia.br/reportagens/negros/01.shtml

Comentário:
È reportagem pela presença de informações mais profundas e citações.

:: Postado por Nine, Diow e Lu às 10h53
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NoTíCiA

Notícia:
Abbas diz que grupo extremista Hamas pode depor armas após eleição
da Folha Online

O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, afirmou nesta segunda-feira que o grupo extremista palestino Hamas poderá depor as armas após as eleições legislativas previstas para 17 de julho, para a escolha de novos membros ao Conselho Legislativo Palestino.

"Quando uma milícia se torna um partido político, acredito que a necessidade de armas é irrelevante", afirmou durante seu primeiro pronunciamento público sobre o assunto, de acordo com o jornal israelense "Haaretz" desta terça-feira.

"Haverá apenas uma autoridade, uma lei e apenas um braço armado", disse o presidente da ANP.

As declarações de Abbas foram feitas durante uma coletiva de imprensa realizada em Gaza, que também teve a presença do primeiro-ministro palestino, Ahmed Korei, e o ministro da Informação, Nabil Shaath.

Armas

Em resposta, líderes do Hamas afirmaram não terem intenção de desarmar o grupo em julho.

"Nossos dedos permanecerão no gatilho dos rifles até a saída [israelense de territórios considerados palestinos]", afirmou o porta-voz do grupo, Mushir al Masri. Ele também disse que a participação do Hamas nas eleições "não significa que o grupo vai se tornar um partido político".

Os governos americano e israelense têm pressionado Abbas a desarmar os grupos extremistas, que é também uma das condições do plano de paz elaborado pelo Quarteto [grupo formado pelos EUA, União Européia, Rússia e ONU], para a manutenção da paz na região, e a formação de um futuro Estado palestino.

O Hamas é atualmente o maior grupo palestino de oposição e essa será a primeira vez que seus representantes vão concorrer a uma vaga no conselho palestino.

O presidente da ANP também disse que não vai permitir que os grupos de oposição participem da administração da faixa de Gaza, após a retirada dos colonos judeus da região, prevista para começar entre julho e agosto. Apenas a ANP será responsável pela redistribuição das terras. "A retirada é unilateral, mas não significa que não é da nossa conta", afirmou.

www1.folha.uol.com.br


Comentário:
Percebemos que é uma notícia devido à presença de linguagem objetiva e direta e de lide.

:: Postado por Nine, Diow e Lu às 10h51
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Aew galera! Não pense que a idéia desse blog é nossa (foi da prof. de português), mas fazer o que né?! Espero que goste até porque é um assunto bem interessante! Não se esqueça de comentário :P =)~~ =*

:: Postado por Nine, Diow e Lu às 10h40
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